
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Vozes de Rio Grande
A tarde de sábado, 5, foi recheada de música na sede do Projeto Artesanato, Recreação e Informática (PROJARI), no bairro Bom Fim. O Coral da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) apresentou o eclético repertório que já rodou boa parte de estado: focado no universo da música popular brasileira, inclusive com o uso de instrumentos de percussão e intervenção teatral.
A aproximação do PROJARI com a FURG não é novidade. O Ponto de Cultura Nossa Comunidade Tem História, integrante do núcleo coordenado pelas Irmãs de São José, é vinculado à entidade de Rio Grande. A apresentação reforça ainda mais essa relação. “Esperamos que seja a primeira de muitas vindas a Guaíba. Vocês sempre serão bem vindos aqui”, ressaltou a Irmã Nilva Dal Bello, diretora do PROJARI.
Com mais de 30 anos de atividade, o Coral da FURG tem como objetivo popularizar e ampliar a participação da comunidade universitária na atividade de canto . No repertório apresentado sábado, clássicos de todas as gerações da música nacional: de Milton Nascimento e ‘Canção da América’ a ‘No Tabuleiro da Baiana’, de Ary Barroso. Num dos momentos mais emblemáticos da apresentação, um dos integrantes encarnou um ‘preto velho’, de barba branca, veste simples e bengala em punho – referência às três músicas de origem africana interpretadas naquele momento. Entre elas, ‘N’kosi sikeleli Africa’, hino da África do Sul consagrado mundialmente no filme ‘Invictus’.
A regente do grupo, Silvia Zanatta, agradeceu a acolhida do público de mais de 250 pessoas e reforçou as premissas que movem o Coral:
- Nós queremos aproximar a música não só da comunidade universitária, mas da população em geral, desmistificá-la. Nos divertimos muito fazendo o que fazemos, queremos divertir o público também – garantiu.
Além de integrantes de oficinas e membros do PROJARI, o evento contou com a presença do vereador Luis Vargas, da secretária de cultura Claudia Mara Borges e da secretária de educação Lucia Polanczyk.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A caminho dos bairros
O Nossa Comunidade tem História trabalha em dois núcleos: as Rodas de História, encontros com moradores dos bairros Ermo, COHAB/Santa Rita, Bom Fim e São Jorge/Primavera; e a Oficina de Vídeo e Fotografia, capacitação de jovens guaibenses em ferramentas audiovisuais. O grande objetivo é estabelecer o diálogo profundo entre as histórias contadas nas Rodas pelos moradores e o aprendizado recolhido em sala de aula pelos alunos.
Para alcançar tal objetivo, a interação dos núcleos é fundamental. Ela foi ensaiada na visitação a museus em Porto Alegre, no primeiro semestre, e em encontro no PROJARI, no mês de setembro. Mas agora se intensifica. O motivo é a preparação de uma exposição para o mês de dezembro. Uma espécie de amostragem do que foi desenvolvido até agora no projeto. Moradores da Santa Rita e São Jorge já receberam alunos da oficina e transformaram-se em guias pelas ruas locais. Até a metade de novembro, será a vez do Bom Fim e do Ermo.
Nas próximas semanas, novidades sobre a data da exposição e alguns dos registros fotográficos das caminhadas nos bairros.
Para alcançar tal objetivo, a interação dos núcleos é fundamental. Ela foi ensaiada na visitação a museus em Porto Alegre, no primeiro semestre, e em encontro no PROJARI, no mês de setembro. Mas agora se intensifica. O motivo é a preparação de uma exposição para o mês de dezembro. Uma espécie de amostragem do que foi desenvolvido até agora no projeto. Moradores da Santa Rita e São Jorge já receberam alunos da oficina e transformaram-se em guias pelas ruas locais. Até a metade de novembro, será a vez do Bom Fim e do Ermo.
Nas próximas semanas, novidades sobre a data da exposição e alguns dos registros fotográficos das caminhadas nos bairros.
sábado, 1 de outubro de 2011
Imaginário reconciliado

Há uma ditadura instaurada sobre a cultura brasileira. Uma ditadura de lendas, mitos e histórias oriundas da América do Norte, uma imigração perversa que varre com pressa e sem precedentes o folclore, a cultura popular, a tradição oral do Brasil e da América Latina para sob um tapete de ignorância e dependência. Nessa área conflagrada, não há alternativa outra que reforçar o imaginário dos mitos daqui para as gerações mais novas, revelar que o palco do teatro brasileiro pode ser interessante e deveria ser prioridade em relação às séries enlatadas do hemisfério norte, revelar que o Negrinho do Pastoreio resguarda uma história tão intensa quanto os vampiros e lobisomens anglo-saxões. E como é bom saber que há em Guaíba quem levante essa bandeira com propriedade.
Falo de Denise Beineke, falo de Patrick Braga, falo do show Imaginário Contado, inventário musical de nossas lendas e mitos folclóricos apresentado sábado, dia 24, no Museu Carlos Nobre. Armado da voz de Denise, textura talhada para canções que versam sobre o imaginário bucólico e misterioso das lendas, mistura de ternura e selvageria, e do violão, da gaita de boca, mas, sobretudo, do acordeom dedilhado por Patrick, do acordeom dedilhado com o cuidado de quem manuseia um frágil coração – não à toa o instrumento junto ao peito –, o Imaginário Contado expele pelas cordas do violão, pelas teclas do acordeom, pelas vozes de Denise e Patrick, a mais genuína e radical cultura brasileira.
A origem do projeto é sugerida no convite, com epigrafe de Mario Corso, e foi reforçada no espetáculo por Denise, inclusive com a presença e contribuição do psicanalista e escritor. No livro Monstruário, Corso investiga as lendas e os mitos da cultura brasileira, perscruta nosso imaginário e reconcilia a cultura oral com a palavra escrita. Denise e Patrick apropriaram-se dessa iniciativa e somaram a ela o ritmo enviesado de nossa música. E nessa peculiar ciranda de três compassos, baila Tom Jobim e seu Boto, bailam Dorival Caimy e Manuel Bandeira e sua Balada do Rei das Sereias, bailam Sá e Guarabira com suas e nossas Sete Marias . Nessa ciranda de três compassos bailamos todos nós.
E se há uma ditadura instaurada sobre a cultura brasileira, se há amarras por sobre o verbo de nossa tradição oral, também há vontade de gritar Bate com o pé na pedra / Bate na pedra preta / Quem bate com pé firme e forte / Não tem medo de careta, há vontade de gritar Acenda velas quem não sabe o resto / Da velha história que eu / Cortei ao meio / E ao pé da vela deixe fumo em rama / Para o negrinho do pastoreio.* E para a nossa sorte, aqui mesmo na aldeia, há quem assuma a guerrilha, há quem se arvore do violão de do acordeom. Há Patrick e há Denise. Há ternura e selvageria. Há poesia e canção.
*Os trechos transcritos no último parágrafo pretencem às canções "Tio Barnabé", de Jards Macalé, Marlui Miranda e Xico Chaves, e "Era uma vez", de Aparício Silva Rillo e Mário Barbará.
Uma vez por mês, a Memória encontra eco na Arte aqui no Blog. Uma vez por mês, o projeto Nossa Comunidade tem História dialoga com alguma manifestação artística que tenha na Memória um de seus temas centrais.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Nossa Comunidade realiza evento de integração
O Nossa Comunidade tem História organizou um encontro de integração dos participantes do projeto. Na tarde de terça-feira, 13, moradores dos bairros COHAB/Santa Rita, Ermo, Bom Fim e São Jorge/Primavera confraternizaram no salão esportivo da entidade, mostrando uma parcela significativa do que cada bairro tem de melhor.
O roteiro de apresentações incluiu a Bateria Mirim da Escola de Samba Império Serrano (projeto feito em parceria com a escola Itororó), os núcleos de dança, balé e flauta do Projeto Vida, o grupo de artesanato em desenvolvimento na COHAB, além das turmas de Taekwondo e Space Dance formadas no PROJARI.
Ao final do encontro, que contou com cerca de 150 pessoas, os participantes das Rodas de História integraram uma dinâmica com os oficineiros do Nossa Comunidade.
Abaixo, as apresentações do Projeto Vida, da São Jorge, e da Banda Marcial da Escola Itororó/Império Serrano.

O roteiro de apresentações incluiu a Bateria Mirim da Escola de Samba Império Serrano (projeto feito em parceria com a escola Itororó), os núcleos de dança, balé e flauta do Projeto Vida, o grupo de artesanato em desenvolvimento na COHAB, além das turmas de Taekwondo e Space Dance formadas no PROJARI.
Ao final do encontro, que contou com cerca de 150 pessoas, os participantes das Rodas de História integraram uma dinâmica com os oficineiros do Nossa Comunidade.
Abaixo, as apresentações do Projeto Vida, da São Jorge, e da Banda Marcial da Escola Itororó/Império Serrano.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
85 anos em vermelho e preto
O Sport Club Itapuí, tradicional sociedade de Guaíba, completou 85 anos de atividades ininterruptas no último dia 23 de julho. Para comemorar a data, a diretoria do Clube organizou extensa programação de aniversário, cuja realização já rendeu o Torneio de Futebol Abílio Machado, o Baile de Aniversário, doação de livros para escolas de Guaíba e região e a exposição “Sport Club Itapuí – 85 anos em vermelho e preto”, sediada no Museu Carlos Nobre.
No trabalho em parceria com a Secretaria de Turismo, Desporto e Cultura (SETUDEC), fotografias históricas, registros em jornais tradicionais de Porto Alegre, como o Correio do Povo e as extintas Folha da Tarde e Folha da Manhã, além das taças das principais conquistas futebolísticas do Clube, estão expostos no espaço da Rua Sete de Setembro. Destaque para o quadro com os jogadores e a comissão técnica do time Campeão Estadual Amador de 1956.
A exposição permanece no Museu Carlos Nobre até dezembro. O horário de visitação é das 9h às 17h.
No trabalho em parceria com a Secretaria de Turismo, Desporto e Cultura (SETUDEC), fotografias históricas, registros em jornais tradicionais de Porto Alegre, como o Correio do Povo e as extintas Folha da Tarde e Folha da Manhã, além das taças das principais conquistas futebolísticas do Clube, estão expostos no espaço da Rua Sete de Setembro. Destaque para o quadro com os jogadores e a comissão técnica do time Campeão Estadual Amador de 1956.
A exposição permanece no Museu Carlos Nobre até dezembro. O horário de visitação é das 9h às 17h.
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